Coluna Social 28 de abril
Suzely Ortenzio
Suzely é palestrante, presta Serviços de Treinamento, Coaching, Consultoria, Organização e Realização de Eventos, Lançamento de Produtos, entre outros. 1ª vice-presidente (fundadora) da ABIME Nacional e Presidente da ABIME-MG.Os problemas da UNASUL
por Enrique Avogadro (*)
O dia 4 de maio de 2010, vai reunir em Buenos Aires, a cúpula da UNASUL, sob a Presidência pro tempore do Equador, na pessoa de Rafael Correa, para eleger o seu Secretário-Geral.
O Governo argentino pretende impor, para esse cargo, o nome de Nestor Kirchner, ex-Presidente da República, agora Deputado federal e marido d Presidente da República, Cristina Fernández.
Até agora, acredita-se que ele têm o voto do próprio Equador, do Brasil, da Bolívia, do Peru, do Chile e da Venezuela, é claro. A ditos países haveria se juntado o Uruguay, com a tomada de posse, como Presidente da República, do José "Pepe" Mujica, que visa, assim, melhorar as relações com a Argentina, prejudicado pela crise causada pela construção de uma fábrica de celulose no binacional rio Uruguai.
Se a nomeação de Kirchner tivesse sucesso, a UNASUL iria a deslocar a sede da sua Secretaria de Quito para Buenos Aires, para amenizar a vida diária do eleito.
Ainda há dúvida sobre qual vai ser a posição da Guiana e do Suriname, e acredita-se que a Colômbia eo Paraguai seriam contra; isso impediria o sucesso da operação, uma vez que o Tratado da UNASUL exige a unanimidade.
Mas vamos ao analise dos problemas que a designação do Kirchner levaria para isso organização, ainda jovem, de países sul-americanos. Eles têm três origens: legal, moral e político.
O primeiro é que, curiosamente, o Congresso da Argentina ainda não ratificou o Tratado da Unasul, e este processo encontra-se tambem pendente em quase todos os países da região; apenas a Bolívia, a Guiana, a Venezuela e o Equador aprovaram-lhe. Esta lista deve dar uma idéia sobre a "cor" que o interesse do Chávez visa dar à organização com a indicação do Kirchner. Isso leva à segunda fonte de problemas.
Na Argentina, um escândalo estourou recentemente, porque veio à luz a rede de negócios mafiosos que tem a ligação dos Kirchner com o Chávez, montado sobre o tráfico de dinheiro, influência, bens e petróleo, todos eles geradores duma imensa riqueza para os envolvidos. Lembre-se, por exemplo, o caso da mala com 800,000 dólares que, transportados em um avião oficial argentino, chegou a Buenos Aires e foi apreendido pela Alfândega; segundo todas as fontes, o dinheiro iria ser destinado por Chávez à campanha eleitoral de Cristina Fernandez de Kirchner.
Além disso, Kirchner quer o trabalho para obter proteção jurídica internacional, pois ele poderia ser condenado pela Justiça argentina em um futuro não muito distante. Ao mesmo tempo, pretende manter a sua influência política gravitando na Argentina, pois ele serve, de fato, o Ministério da Economia de seu país, bem como visa obter a candidatura para as eleições presidenciais de outubro próximo.
E a terceira fonte de problemas da UNASUL, o político, é devido à forte influência de Chávez na organização, com o apoio do arco composto por o Equador, a Bolívia e a Argentina. Em uma recente matéria, eu relatório descrevi os riscos que a entrada da Venezuela no MERCOSUL, já autorizada pelo Brasil, vai trazer para a aliança dos quatro países da bacia do rio Paraná.
Por tudo isso, o Brasil deve-se contra à nomeação de Kirchner como secretário-geral da UNASUL, uma vez que nega os seus interesses nacionais, tanto jurídica como moral e politicamente.
(*) Enrique Guillermo Avogadro:
Consultor internacional e advogado formado pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade do Salvador, em Buenos Aires. Trabalha, também, na República Dominicana e no Brasil, há 30 anos. É analista político na Argentina e jornalista de mais de vinte jornais eletrônico na Argentina, Espanha e Venezuela.
O dia 4 de maio de 2010, vai reunir em Buenos Aires, a cúpula da UNASUL, sob a Presidência pro tempore do Equador, na pessoa de Rafael Correa, para eleger o seu Secretário-Geral.
O Governo argentino pretende impor, para esse cargo, o nome de Nestor Kirchner, ex-Presidente da República, agora Deputado federal e marido d Presidente da República, Cristina Fernández.
Até agora, acredita-se que ele têm o voto do próprio Equador, do Brasil, da Bolívia, do Peru, do Chile e da Venezuela, é claro. A ditos países haveria se juntado o Uruguay, com a tomada de posse, como Presidente da República, do José "Pepe" Mujica, que visa, assim, melhorar as relações com a Argentina, prejudicado pela crise causada pela construção de uma fábrica de celulose no binacional rio Uruguai.
Se a nomeação de Kirchner tivesse sucesso, a UNASUL iria a deslocar a sede da sua Secretaria de Quito para Buenos Aires, para amenizar a vida diária do eleito.
Ainda há dúvida sobre qual vai ser a posição da Guiana e do Suriname, e acredita-se que a Colômbia eo Paraguai seriam contra; isso impediria o sucesso da operação, uma vez que o Tratado da UNASUL exige a unanimidade.
Mas vamos ao analise dos problemas que a designação do Kirchner levaria para isso organização, ainda jovem, de países sul-americanos. Eles têm três origens: legal, moral e político.
O primeiro é que, curiosamente, o Congresso da Argentina ainda não ratificou o Tratado da Unasul, e este processo encontra-se tambem pendente em quase todos os países da região; apenas a Bolívia, a Guiana, a Venezuela e o Equador aprovaram-lhe. Esta lista deve dar uma idéia sobre a "cor" que o interesse do Chávez visa dar à organização com a indicação do Kirchner. Isso leva à segunda fonte de problemas.
Na Argentina, um escândalo estourou recentemente, porque veio à luz a rede de negócios mafiosos que tem a ligação dos Kirchner com o Chávez, montado sobre o tráfico de dinheiro, influência, bens e petróleo, todos eles geradores duma imensa riqueza para os envolvidos. Lembre-se, por exemplo, o caso da mala com 800,000 dólares que, transportados em um avião oficial argentino, chegou a Buenos Aires e foi apreendido pela Alfândega; segundo todas as fontes, o dinheiro iria ser destinado por Chávez à campanha eleitoral de Cristina Fernandez de Kirchner.
Além disso, Kirchner quer o trabalho para obter proteção jurídica internacional, pois ele poderia ser condenado pela Justiça argentina em um futuro não muito distante. Ao mesmo tempo, pretende manter a sua influência política gravitando na Argentina, pois ele serve, de fato, o Ministério da Economia de seu país, bem como visa obter a candidatura para as eleições presidenciais de outubro próximo.
E a terceira fonte de problemas da UNASUL, o político, é devido à forte influência de Chávez na organização, com o apoio do arco composto por o Equador, a Bolívia e a Argentina. Em uma recente matéria, eu relatório descrevi os riscos que a entrada da Venezuela no MERCOSUL, já autorizada pelo Brasil, vai trazer para a aliança dos quatro países da bacia do rio Paraná.
Por tudo isso, o Brasil deve-se contra à nomeação de Kirchner como secretário-geral da UNASUL, uma vez que nega os seus interesses nacionais, tanto jurídica como moral e politicamente.
(*) Enrique Guillermo Avogadro:
Consultor internacional e advogado formado pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade do Salvador, em Buenos Aires. Trabalha, também, na República Dominicana e no Brasil, há 30 anos. É analista político na Argentina e jornalista de mais de vinte jornais eletrônico na Argentina, Espanha e Venezuela.
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